Search

Simulação de fita analógica - O Que é ?

Updated: Apr 29

Dizem que "o simulador de fita tem melhor consistência do que o clássico gravador analógico de fita" (Bob Katz). Também é ouvido por muitos que o analógico tem "aquele feeling" do qual o meio digital não pode prover. Mas afinal, o que é melhor ? E o que é mais prático e econômico, pode se tornar melhor?


Em 1969, o cientista engenheiro de som John McKnight escreveu um artigo para o jornal "SMPTE" - Sociedade de músicos e produtores de filme e televisão a respeito da gravação em fita e sua reprodução, dois ciclos inerentes ao equipamento de fita magnética que tem por sua característica o fenômeno chamado "Tape Flux" - o fluxo eletromagnético provocado pelo atrito da fita com a cabeça gravadora e a cabeça reprodutora das quais fazem partículas de magnésio e ferro serem liberadas durante seus ciclos. Sendo dois momentos diferentes, o fluxo de fita durante a gravação provoca um ruído característico e seu fluxo de fita em sua reprodução provoca outro. Algo que em 1969 era desconhecido, em pouco tempo passou a ser usado como arte.


"Uma Cabeça Ideal"


Como afirma John Mcknight em seu relatório, "não existe cabeça ideal , mas sim materiais de melhor qualidade constatados através de testes de ter uma boa sonoridade em relação ao fluxo de entrada (gravação) e o fluxo de saída (reprodução). E também uma técnica que era comumente usada para ajustar a gravação/meio/reprodução que era gravar uma "referência" e comparar o desempenho do equipamento com outras fitas anteriores.


Afinal, o que seria uma cabeça ideal?


Nas palavras de Mcknight, "Medidas do fluxo da fita em cumprimentos de ondas de variados tamanhos (freqüências são geralmente desenvolvidas por uma cabeça anelar ferromagnética calibrada de vão curto) [...] essas são denominadas "cabeças ideais", mas as justificativas dadas pelos padrões existentes para determinar os desvios do que é "ideal" são inadequadas, deixando muito a critério da imaginação e julgamento do usuário".


Voltando ao Bob Katz:

Com isso em mente, a afirmação de Bob Katz é verdadeira, de acordo com os aspectos físicos do que ocorre no aparelho de fita e nos processos do meio digital. THD significa Total Harmonic Distortion, a distorção provocada pela rusticidade do aparelho analógico de fita. Claro que o meio digital trouxe esses aspectos para os tempos atuais, porque o sinal "limpo" de uma fita magnética traz todos os fenômenos físicos e eletromagnéticos de sua operação. "Uma mídia sem ruidez pode soar muito estéril porque os estalos, riscos e distorções provocados pelos músicos e seus amplificadores são revelados pela mídia silenciosa: Outro caso em que nitidez não é necessariamente desejada e onde ruidez pode mascarar sons indesejáveis".


Para chegar à conclusão de que os simuladores de fita são melhores que a fita magnética ele comparou o gravador Ampex ATR-102 e o plugin UAD ATR-102 e o simulador em Hardware Anamod ATS-1 (um sonho de consumo):

Medindo seus harmônicos totais de distorção Bob evidenciou que: Em 1khz, ambos simuladores levam o segundo harmônico em maior evidência do que a máquina (2khz). Sendo assim 12-15 dB mais altos que a máquina!

No terceiro harmônico os simulador Anamod é 9dB superior à máquina e o plugin UAD chega a 15 (quinze) dB superiores.

Seguem mais detalhes:

5 khz - No plugin UAD há harmônicos superiores a fita analógica em que há decaimento a partir desta banda de frequência. Algo que parece ser não-intencionado devido aos artefatos do processamento de sinal digital (DSP).

10 khz a 20 khz - Ambos equipamentos digitais mantém-se estáveis com seu decaimento comum entre 30 e 40 dB abaixo da linha inaudível. Porém em 18khz os níveis no gravador analógico já foram perdidos.

Em conclusão, Bob Katz afirma que "Both Emulators may sound a little bit fuzzier or richer than the real thing!"


Fica ao critério do produtor o que usar. A porta sempre estará aberta aos equipamentos analógicos e os meios digitais sempre trarão mais praticidade e economia para o bolso. Mas o gosto é relativo e fazendo uma ligeira comparação à afirmação de John Mcknight: Não existe "gosto ideal".



- M.H







FONTES:


Mastering Audio - The Art and The Science - Bob Katz, Focal Press (2014).


Flux and Flux Measurements and Standardization in Magnetic Recording (John G. Mcknight - 1969)


https://www.thehistoryofrecording.com/Papers/Jay_McKnight/Flux_and_Flux-Frequency_Measurements_Full.pdf


Waves Kramer Tape - Waves Plugin Wednesday!


https://www.youtube.com/watch?v=Uz45O5EVA_M








10 views
 

+351926777186

  • Facebook
  • SoundCloud
  • Instagram